Amar, Verbo Intransitivo:
O Cotidiano do Brasil materializado em
linguagem
A literatura brasileira obteve
grandes conquistas graças à revolução modernista, através de ideais inovadores
modificaram as formas de pensar arte em nosso país, principalmente no que diz
respeito à autonomia linguística alcançada rompendo com a hierarquia das normas
portuguesas.
Mário de Andrade, Clarice Lispector
junto a outros grandes nomes, artistas e escritores do início do século XX, são
os responsáveis pelo que chamamos de Literatura Brasileira, atualmente
independente de agentes e normas externas que tem refletido a cultura e a
personalidade do povo brasileiro através da linguagem empregada, bem como a
narrativa de situações vividas pelo nosso povo.
No romance Amar, Verbo Intransitivo de Mário de Andrade apresenta essas
características, pois os personagens bem como o narrador utilizam de termos
“errados”, segundo a gramática normativa, porém os termos ouvidos na fala da
população da época como, por exemplo, as frases:
“Fräulein
não é bonita não”
"Abraços,
forrobodó festivo..."
"Fez
ela entrar na biblioteca"
Ou
os termos: “Milhorar”, “milhor”, “chacra”, “xicra”, “murmulho”, “mais piores”.
O
que mostra que o escritor se interessava por mostrar a vida do seu povo e não
apegar-se em normas e regas que na verdade sempre existirão apena no papel,
pois na realidade a população fala de acordo com a sua cultura a sua realidade,
e é impossível trocar a história de uma pessoa por normas escritas por alguém
que não conhece um povo que vive, sofre, ri, chora, sente, e fala antes de
normas e regras, pois não se corrige a cultura de um povo, não se corrige a
realidade da nossa gente.
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